Qual a diferença entre faiança (baixa), grés (massa cerâmica) e porcelana?
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Faiança (≈ 1.040–1.160 °C) é mais porosa e realça cores vivas; grés (≈ 1.200–1.280 °C) tem baixa absorção e alta resistência;
porcelana (≈ 1.220–1.300+ °C) é de alta pureza, maior retração e pode ser translúcida.
Como escolher a massa ideal para torno, placas e escultura?
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Torno: massas plásticas e lisas (menos chamote). Placas/escultura: massas com chamote para estabilidade.
Bases claras preservam cores “limpas”; vermelha/escura fecham a paleta.
O que são cones e como se relacionam com a temperatura de queima?
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Cones medem “calor acumulado” (temperatura + tempo). Ex.: cone 06 ≈ 999 °C (baixa), cone 6 ≈ 1.222 °C (média/alta), cone 10 ≈ 1.300 °C (alta).
Quando usar argila com chamote?
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Em placas, escultura e peças grandes: aumenta estabilidade, reduz trincas/empeno e melhora a secagem.
Para torno fino, prefira pouca ou nenhuma chamote.
Como preparar a superfície para engobe/underglaze sem descascar?
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Aplique em ponto de couro ou biscoito limpo; remova poeira, evite gordura e ajuste viscosidade.
Camadas finas e uniformes aderem melhor.
Qual a diferença entre engobe, underglaze e slip colorido?
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Engobe/slip é barbotina pigmentada (mais corpo de argila); underglaze é formulação estável para detalhes e camadas finas sob esmalte.
Esgrafito: qual o ponto ideal da peça e da camada colorida?
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Melhor em ponto de couro firme, com 1–3 camadas já assentadas. Use ferramentas afiadas e limpe rebarbas para linhas nítidas.
Técnicas de resist (cera/fitas): quando e como aplicar?
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Aplique sobre biscoito limpo; deixe secar bem antes do esmalte. A cera bloqueia esmalte em bordas/fundos e cria grafismos com engobes.
Como evitar trincas na secagem e no biscoito?
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Espessura uniforme, união com barbotina no couro, secagem lenta/à sombra e viradas periódicas.
No biscoito, subidas moderadas e patamar para expulsar água.
Biscoito: qual faixa prática e por quê?
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Geralmente 900–1000 °C: elimina água/químicos sem vitrificar demais, deixando a peça receptiva ao esmalte e mais resistente ao manuseio.
Oxidação x redução: muda a cor e a maturação da massa?
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Sim. Em redução (gás/madeira), óxidos e corantes reagem diferente, alterando cor do corpo e esmalte. Verifique se sua massa tolera redução.
Retração e absorção: como medir sem complicação?
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Faça tiras de 100 mm; meça úmido/seco/queimado e calcule a variação. Absorção: pese seco, ferva/mergulhe, pese úmido e compute o ganho (%) de água.
Compatibilidade esmalte × massa: como testar rápido?
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Tira de teste com 1–3 demãos; observe crazing (trinca fina) e shivering (lascar). Ajuste espessura, curva ou escolha outro esmalte.
Como a cor da massa influencia o resultado dos esmaltes?
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Bases claras deixam cores “puras”; vermelhas/pretas escurecem e alteram matiz. Sempre teste o mesmo esmalte em massas diferentes.
Underglaze em biscoito ou em couro: qual a melhor escolha?
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Em couro: integração forte ao corpo, ideal para esgrafito. Em biscoito: controle de cor e detalhes finos. Ajuste diluição e tempo entre camadas.
Máscaras e estênceis: qual sequência evita borrões?
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Aplique camada fina, remova o estêncil quando “apagar o brilho úmido”. Se for esmaltar, sele a área com demão fina antes.
Como planejar a curva de queima para reduzir empenos?
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Subidas moderadas, patamares em 100–200 °C e na inversão do quartzo (~573 °C), resfriamento controlado e suporte plano para placas.
O que considerar para peças utilitárias (contato com alimento)?
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Baixa absorção (vitrificação), esmaltes estáveis na temperatura de uso e ausência de crazing visível após ciclos térmicos.
Por que algumas massas “sugam” o esmalte e outras não?
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Depende do ponto de maturação e da absorção do corpo. Ajuste densidade/viscosidade do esmalte, tempo de imersão e temperatura de queima.
Como ler a tabela do fabricante sem se enganar?
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Trate como referência: há variações por lote, posição do provete e curva. Confirme com cones e com seus próprios testes.